“Rodrigo Maia é o único que consegue conversar com a esquerda e a direita”, afirma Carla Zambelli em vídeo

A deputada federal eleita Carla Zambelli (PSL-SP) fez uma live na noite da última quinta-feira (3) para explicar a necessidade do voto em Rodrigo Maia para a presidência da Câmara dos Deputados na eleição que acontecerá em fevereiro.

Logo no início do vídeo, ela afirmou que refletiu bastante sobre como deveria falar com a população e que tentou encontrar alguma opção viável para apoiar na eleição. Segundo a futura parlamentar, não foi fácil aceitar a ideia de escolher Maia, porém, entendendo a necessidade da aprovação da reforma da previdência e de outras pautas de interesse do governo Bolsonaro, como o combate à criminalidade, além da candidatura do psolista Marcelo Freixo já ter sido lançada, Carla decidiu seguir a orientação de seu partido. “A gente sabe que sem a reforma da previdência o Brasil vai afundar”, ressaltou.

A escolha, no entanto, não a fez esquecer de todas as manifestações feitas contrárias ao deputado, durante seus oito anos de ativismo político. Zambelli citou as várias vezes que foi expulsa do Plenário por ordens dele. “Eu bati nele como acho que ninguém bateu.” Ela também lembrou de quando colocou “o celular na cara dele para perguntar por que ele enterrou duas vezes a CPI da UNE” e de quando fez “vídeos com chuvas de dólares em cima dele quando ele agradecia (aos deputados) Orlando Silva e ao Aldo Rebelo por ter chegado à presidência”.

A aliada do presidente Jair Bolsonaro afirmou que não quer Maia como presidente da Câmara, contudo disse que “nós precisamos avançar em pautas que são extremamente importantes para o Brasil” e que, apesar de, em suas palavras, sua “ética de convicção” dizer para ela ser contra a candidatura do atual presidente, a sua “ética de responsabilidade como deputada” a lembra que ele “é o único candidato que consegue conversar com a esquerda e com a direita”.

A fundadora do movimento NasRuas apontou uma saída para a próxima eleição da presidência da Câmara, em 2021. De acordo com ela, é preciso “nos próximos dois anos construir uma liderança de peso, de verdade, que ouça o povo”. Zambelli reforçou ser preciso achar alguém que fale e cumpra. “Não digo que serei eu, mas precisamos construir uma liderança que nos diga, olho no olho, o que vai fazer e cumprir com sua palavra.”

Carla disse que ouvirá os seus eleitores e entende aqueles que não apoiarem a decisão. Ela defendeu que as pessoas continuem com suas convicções pessoais e pediu ainda que cada um continue “no pé dele para não deixar que coisas que aconteceram no passado voltem a acontecer”, assim como ela também garantiu que o fará.

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